Canil vonJeff desde 1979

domingo, 5 de setembro de 2010   

 

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Raiva ainda mata
Merial Saúde
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De acordo com a Secretaria de Vigilância em Saúde do governo federal, até maio deste ano já foram confirmadas 10 mortes em território nacional, o mesmo número de todo o ano de 2002. Foram seis óbitos no Ceará, sendo o último na região metropolitana de Fortaleza. A raiva ainda é uma doença perigosa que acomete tanto animais domésticos e de criação, como os próprios seres humanos. Por isso a vigilância é fundamental e ainda constitui o norte principal das ações dos serviços de controle de zoonoses da maioria das cidades brasileiras. A vacinação animal é a principal e mais eficiente forma de prevenção da doença. Para controlar o alastramento da raiva as autoridades contam com a responsabilidade da população. Porém, na cidade de São Paulo, que teve o último caso da doença em 1983, houve negligência na campanha municipal de vacinação do ano passado. Segundo a Vigilância Ambiental do município, nesta ocasião 40,86% da população de gatos domiciliados não receberam nenhuma dose de vacina anti-rábica e 21,51% tomaram somente uma dose. Pode-se dizer que 62,37% da população de gatos da capital paulista ficou sem proteção adequada. Apesar de ser conhecida desde a Antigüidade, a raiva continua sendo um problema de saúde pública nos países em desenvolvimento, principalmente a transmitida por cães e gatos, em áreas urbanas, mantendo-se a cadeia de transmissão pelo animal doméstico ao homem. Os cuidados na prevenção anti-rábica são imprescindíveis para não surgirem novos casos. A doença exige que ações de controle sejam permanentemente intensificadas, redefinidas e planejadas. De acordo com o médico-veterinário Gilberto Maia, da Merial Saúde Animal, a vacina pode ser aplicada em animais sadios a partir do quarto mês ou em filhotes de mães vacinadas a partir dos seis meses. Ele reafirma a importância da profilaxia anti-rábica: "trata-se de uma zoonose das mais perigosas e por isso a vacinação deve ser feita em todos os animais não só para protegê-los como para resguardar os seres humanos que convivem com eles". Sintomas e cuidados Os cães jovens são mais suscetíveis à infecção, cujo período de incubação varia de dez dias a dois meses, em média. O animal apresenta alterações sutis de comportamento e anorexia. Começa a se esconder e parece desatento. Por vezes nem atende ao próprio dono. Ocorre então um ligeiro aumento de temperatura, dilatação das pupilas e os reflexos oculares ficam lentos. No caso dos felinos, a raiva se apresenta na maioria das oportunidades de forma furiosa, com sintomas similares aos do cão. Já nos seres humanos a doença aparece em forma de mal-estar, febre e dor de cabeça. Em seguida, o paciente sofre paralisias e espasmos dos músculos de deglutição, o que causa fobia a líquidos. A raiva humana é letal em 100% dos casos se o paciente não for imunizado logo após ser mordido por animal contaminado. O veterinário Gilberto Maia alerta que ao sinal de manifestação mais inexpressivo da doença em caninos e felinos, o dono deve levar o animal ou solicitar sua remoção ao centro de zoonoses ou médico veterinário mais próximo para análise, observação ou isolamento do potencial infectado. Atenção Caso haja suspeita de que alguma pessoa foi mordida ou tenha entrado em contato com animal contaminado é necessário notificar imediatamente o serviço de saúde do seu município. Também se recomenda cuidado com animais de procedência desconhecida ou que apresentem algum sintoma suspeito. Para mais informações, entre em contato com a Merial pelo site www.merial.com.br ou pelo SAC 0800-135133. Fonte: Merial Saúde

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